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20 Outubro 2009

... now i love someone ...

01 Outubro 2009

... monthversary ...

28 Setembro 2009

... nostalgic ...


Perdoa-me minha amada este estado de melancolia.
Perdoa-me esta dor que tento dissipar, estas lágrimas – que sentes à distancia – que tento controlar, mas quanto maior é o tempo que estamos juntas, maior é a vontade de nunca te deixar ir, de nunca partir.
Nada serve para me consolar, nem mesmo a manhã que trará a tua voz e o teu sorriso, nem mesmo a noite próxima em que no meu colo voltarás a aninhar-te.

Perdoa-me esta revolta que hoje sinto de não poder embalar o ocaso do teu dia, de não poder transpirar no teu calor, de não poder ao final desta noite acordar com o deslumbre do teu olhar carinhoso.
Quando partes fica um silêncio ensurdecedor e com ele a dor de que terei de contentar-me com o amor com que inundaste esta casa, esta cama.

É curto. É sempre curto o nosso estar.
Tanto fica por dizer, confessar ou desabafar, comentar ou crescer.
Tanto fica por fazer.
Tanto fica por amar.

Perdoa-me minha amada divina este estado de nostalgia.
Perdoa-me estas lágrimas emotivas que nascem no coração plenamente arrebatado pela tua alma, pelo teu ser. Lágrimas em forma de Tulipas que florescem do nosso sentir, do nós que é livre e que é tão teu como meu, minha mulher, minha gémea alma.
Lágrimas que esta noite, na ausência dos teus lábios, beijam-me a face.


25 Setembro 2009

... soul mate ...



"O homem está sempre à procura da sua outra metade. Antigo é o desejo um do outro que está implantado em nós, de se reunir à sua natureza original, fazer um de dois e curar a pertubação do homem...

O par perde-se numa admiração de amor, amizade e intimidade."

Platão
O Banquete

23 Setembro 2009

... time ...


Se há coisa nesta vida que se perde e jamais a podemos recuperar é o tempo.
Não o tempo de como eram as coisas ou o tempo das modas por vir. Falo desse tempo feito de horas e minutos. Falo desse tempo feito, para nós, minha amada, desse tempo feito a dois compassos: Um quando estamos juntas e o outro quando o meu olhar procura reminiscências do teu.

Falo do tempo que embora único e igual, sentimos feito de dois pesos e um relógio: Um acelerado que nos rouba a medida de podermos contemplar-nos, tocar-nos e falarmos com todos os sentidos e o outro que nos atrasa o momento de podermos novamente estar pele na pele, lábio a lábio, palavra a palavra.
Dói este estar e não estar, cada despedida é ou o suster – no teu caso – ou o desatino – no meu – do coração em ambos os casos arrepiado de emoção, do coração que não reconhece a responsabilidade das coisas mundanas.

Aí amada, como eu gostaria de poder parar o tempo, o mundo ou de encontrar a porta para um qualquer universo paralelo feito apenas de mim, de ti e da nossa imaginação. Um universo sem limites de horas ou dias, sem condições de espírito ou matéria.
Sublime amada, a questão é de que quando não estamos juntas vivo a dois tempos. Ora no tempo que já partilhei contigo ora no tempo em que voltarei a respirar junto á tua boca.

O meu presente? Onde fica?
O presente esse é feito do repassar das imagens que ficam, das conversas que nos fazem crescer, do saborear dos cheiros que destemidamente deixas nos meus lençóis, do reevocar dos gemidos que desabafas ao meu toque.
Presente feito do deslumbre do tudo o que há-de vir, dos desejos que vamos concretizar, da vida que hei-mos de construir…

Hora a hora,
Dia a dia,
Enquanto esta vida não nos deixar.



22 Setembro 2009

... tango ...


Se sofri no Amor?
Sim. Umas quantas vezes.
Uma ou outra profundamente?
Sim. Uma vez.
Se me lembro da dor?
Não.

Recordo a desilusão, a angústia, a melancolia do coração desfeito e ferido. Consigo até mesmo recordar as imagens dos dias de pleno abismo e até mesmo as lágrimas e a tristeza que parecia infinita. Mas, tudo parece tão distante, tão inócuo e tudo é tão destituído de sentir.

Se já tinha sido feliz no amor?
Sim. Claro que sim!
Duas semanas, quatro meses, nunca um ano.
Sim, já fui muito feliz.

Recordo o contentamento, o sentimento de alegria, os momentos de felicidade, a vontade de chegar … e também a vontade de acabar, de partir pouco depois de ter chegado a nenhum lado.

Contigo não sei muito bem onde cheguei.
Só sei que daqui não quero partir. Sem que venhas comigo, sem que vá contigo seja lá para onde for. Quero. Quero ir para qualquer lugar de qualquer maneira… contigo.
É recíproco. Tornando a felicidade ainda mais infinita, porque é feito do teu tempo e do meu sem fim.

Se já tinha chegado a este sentir, a esta tela pintada a quatro mãos, a este poema escrito a dois corações, a este Tango?
Não. Não, enquanto acordada.
Assim, só mesmo quando sonhava contigo, quando ainda não sabia o teu nome.

Doce melodia e satisfação ao constatar
- Agora que te vivo -
Quão pobres eram os meus sonhos!



19 Setembro 2009

... bubbles ...




Desta vez é grande o desafio.
Desta vez parece-me quase impossível o poder usar – a que tem sido sempre – a minha arte de expressão para transpor para o mundo o que sinto.
Não é que não encontre palavras. Encontro-as, mas nenhuma delas, nenhuma forma gramatical ou conjugação de frases consegue comportar todo este sentir, emoção e certezas.
Nenhuma ou nada consegue conferir o cunho do que me percorre o coração, o corpo e a alma do que por ti sinto, do que me fazes quando contigo estou ou não estou, do que todo o teu amor me provoca ou me deixa.

Permite-me, minha amada, sempre sonhada e agora concretizada, que compare o que sinto a bolas de sabão: livres e soltas, leves e cheias de ar com infindáveis possibilidades em produção constante.
Permite-me, minha Deusa, suprema entre todas e agora encontrada, que compare este nós a um peixe: livre de nadar em todos os oceanos, mas que não existe sem água, que navega na intensidade da profundidade sem medos ou incertezas, apenas com o instinto de que é somente na vasta água que pode cumprir a sua essência.
Estes, são o que são, enquanto o podem ser.
Ambas sabemos que o nosso amor é algo semelhante. Mas como exteriorizar o que e como ele nos faz sentir?

A verdade minha mulher, minha doce e sexy, carnal, emotiva, bela, poderosa, espirituosa, independente, carinhosa, paciente, sexual, respeitadora, carinhosa, paciente, sexual, intuitiva, forte e inteligente mulher, a verdade é de que:
Tu és o sangue do meu intelecto, o ar da minha evolução, a carne do meu desejo, a terra do meu conforto, o ventre da minha família, a água da minha calma…
Tu és o tudo que encaixa.
Tu és o tudo à minha medida…
Perfeito.