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30 outubro 2008

... never too soon ...



Sempre que parto. Sempre que partes, desconheço como lidar com este sentir que fica e que faz perdurar o teu olhar em mim, os teus beijos – sempre poucos – nos meus lábios, o mesmo sentir que me é desconfortável pela falta de controle sobre o emocional que me faz pedir sempre mais e mais, este sentir que me corrói assim que a porta se fecha atrás de mim. Atrás de ti e é tristeza que me cala. Que me encerra para o mundo e que me faz reviver os momentos do som da tua voz, do brilho do teu sorriso, da tesão das tuas ancas.

Ninguém sabe o quanto me tens.
Nem mesmo tu, amada. Por muito que te o diga, desta e daquela forma, com esta ou aquela palavra, nesta ou em outra acção, por muito que o vejas nos meus olhos, na minha paz – quando contigo estou – por muito que o sintas no meu abraço, nem tu, amada, sabes o incomensurável é o amor que por ti tenho, sinto e sou. Porque nem mesmo eu consigo alcançar a magnitude deste amar.

Brotam lágrimas que suplicam o fim da tua ausência, exigem o ocaso do tempo que passa entre o até já e o mais tarde. A casa fica fria quando partes e o meu olhar vazio quando vou para onde não estás. Há medida que as semanas vão passando torna-se cada vez mais difícil, mais complicado estes “até breve”. Mesmo quando entre o até e o breve não passem mais do que uns míseros dias.

É melancolia que me rodeia.
Já foram tantos os dias, tantos os meses. Anos desperdiçados sem o teu fulgor, que só peço que me deixem e que me permitas saciar esta fome, esta sede, este desejo de viver e morrer profundamente em ti.

26 outubro 2008

... rope ...


Cada rio de sofrimento outrora chorado, agora evaporado na memória de um coração submerso na plenitude de um amor recíproco.
Entrego-me.
Sem condições ou salvaguardas, sem receios ou reticencias.
Entrego. Mais do que o corpo ou o coração ou a alma. Entrego a vontade de submeter-me à tua vontade, aos teus braços, ao teu desejo, ao teu amor, aos teus olhos.

Tal como uma corda que se entrelaça ficando mais forte, enlaço-me nas tuas pernas, no teu ventre, nos teus braços, na tua língua, nos teus cabelos. Não é o ímpeto do teu enamoramento que me tem assim. É a confiança que imana de ti.

És uma gigante.
E eu pequena, protegida na palma da tua mão.

22 outubro 2008

... moor ...


Esta foi a Moura que desencantaste.
Amorfa, entorpecida que estava,
Desacreditada do meu querer.

Esta foi a Moura que conquistaste.
Cerrada, desiludida que andava,
Sem esperanças do meu amor.

Esta foi a Moura que iluminaste.
Empolgada, viva que estou,
Na luz do teu coração.

Esta é a Moura que sonha.
Feliz no teu sorriso.

21 outubro 2008

... my viking ...



Missing you so very much

... cloud ...


Busco em mim as palavras. Outrora sempre fluidas, sempre prontas.
Porem, não existem palavras. Apenas esta brancura, este sentimento de paz.
O sossego. O mundo em silêncio. Em pausa.

Não me deixas num estado tal e tal. Tu és a candura que nunca pensei existir.
Tu és tanta coisa, mas sobretudo este sentimento, que conheço e desconheço.
Este sonho perdido, desacreditado, infame tortura de quem não sabia onde ou como te encontrar e desistiu.

E afinal estivemos sempre tão perto, tão longe.
Cruzamo-nos aqui e ali, mas os meus braços não estavam prontos para o te acolher e guardar. Passei à tua porta, mas os teus olhos não encontrariam os meus, cegos que estavas pelo eclipse de outros. Quantas noites, quantas luas não te amei sem conhecer o teu nome, o teu corpo, a tua cor. Quantas noites à tua espera sem saber quando chegarias. Se chegarias - se quer - e desisti.

Não é um estar nas nuvens. Eu sou a própria nuvem. Branca, recortada contra o céu azul que me envolve. Não é um navegar num oceano. Eu sou a própria onda. Suave e harmoniosa na maré do teu ser, do teu corpo.

Não é um amar.
Nós somos o amor.

15 outubro 2008

... good morning mrs darling ...


Twenty-nine pearls in your kiss, a singing smile,
coffee smell and lilac skin, your flame in me.
Twenty-nine pearls in your kiss, a singing smile,
coffe smell and lilac skin, your flame in me.
I'm only here for this moment.

I know everybody here wants you.
I know everybody here thinks it needs you.
I'll be waiting right here just to show you
How our love will blow it all away.

Such a thing of wonder in this crowd,
I'm a stranger in this town, you're free with me.
And our eyes locked in downcast love,
I sit here proud,
Even now you're undressed in your dreams with me.
I'm only here for this moment.

I know everybody here wants you.
I know everybody here thinks it needs you.
I'll be waiting right here just to show you
How our love will blow it all away.

I know the tears we cried have dried on yesterday
The sea of fools has parted for us
There's nothing in our way, my love
Don't you see, don't you see?
Don't you see, don't you see?
You're just the torch to put the flame to all our guilt and shame,
And I'll rise like an ember in your name.

I know, I know,
I know everybody here wants you.
I know everybody here thinks it needs you.
I'll be waiting right here just to show you
Let me show that love can rise, rise just like embers.

While "I know everybody here wants you."
Love can taste like the wine of the ages, baby.
And I know they all look so good from a distance,
But I tell you I'm the one.
I know everybody here will thinks he needs you,
thinks he needs you
And I'll be waiting right here just to show you.

Jeff Buckley - Everybody Here Wants You

12 outubro 2008

... surrender ...



Esvair-me em prazer
rendida, à mercê do
teu amor mais quente.

11 outubro 2008

... this simple ...




Quero ser a tua casa
O teu ninho,
O teu rochedo.

Quero ser o teu desejo
O teu gemido,
O teu orgasmo.

Quero ser as tuas asas
A tua liberdade,
A tua prisão.

Quero ser o teu amor
A tua paixão,
A tua tesão.

Quero ser a tua praia
A tua nascente,
O teu oceano.

Quero ser o teu barco
O teu leme,
A tua âncora.

Quero ser o teu presente,
O teu promissor futuro,
O teu destino cumprido.

02 outubro 2008

... be right back ...


I was kidnapped by lesbians pirates from outer space



24 setembro 2008

... in my sky at twiling ...





In my sky at twilight you are like a cloud
and your form and colour are the way I love them.
You are mine, mine, woman with sweet lips
and in your life my infinite dreams live.

The lamp of my soul dyes your feet,
the sour wine is sweeter on your lips,
oh reaper of my evening song,
how solitary dreams believe you to be mine!

You are mine, mine, I go shouting it to the afternoon's
wind, and the wind hauls on my widowed voice.
Huntress of the depth of my eyes, your plunder
stills your nocturnal regard as though it were water.

You are taken in the net of my music, my love,
and my nets of music are wide as the sky.
My soul is born on the shore of your eyes of mourning.
In your eyes of mourning the land of dreams begin.



Pablo Neruda

... falling ...





Tal como a música que desenvolve o seu ritmo, de compassado a um bass tremble mais elevado, a melodia que o meu corpo dança é uma nota com o teu nome, com a tua voz e o teu querer em mim.

Vou desprendendo estas amarras
que impedem o coração de sentir.
Lentamente, uma a uma, caiem por terra
com elas, um a uma os medos e as inseguranças.
Amarras á deriva que me levam junto de ti.

23 setembro 2008

... enlightenment ...





A crescendo drum beat on my veins
Slow rhythm, growing in intensity and desire.
Long longing pulsing on my mind.
The sorrowed strong voice is shouting up
Instead, this warm feeling when I breathe,
When I sleep.

It feels like a heart to admire, to follow
Maybe to surrender too.
A light to hold up close to my soul.
As thus, you arrived into my life
With a light.
Surrounded in brightness
Like a star.

A darling, new dawn
you are.


22 setembro 2008

... grow ...



At last someone worthy


21 setembro 2008

... lighter ...




Terá sido o isqueiro original – exquisite mesmo – ou terá sido o facto de que ela lhe tenha acendido o cigarro, em vez de passar-lhe o isqueiro para a mão.
Druiel não conseguia colocar um pin no que a fez reparar em Herchel. Já a tinha visto antes e já tinham trocado algumas palavras. Mas foi naquele momento em que lhe acendeu o cigarro que Druiel realmente deu pela sua presença.

Por muito que queiramos controlar o rumo dos acontecimentos estes são sempre novos e os elementos também. Nada mais podemos desejar que fazer melhor numa próxima vez.
Quanto a Herchel era uma situação nova em todos os sentidos. Uma novidade acutilante, é certo, mas para Druiel era também um grande sentido de oportunidade. Melhor do que algo novo e bom, era o tipo de ser que poderia entrar agora na vida de Druiel.

Herchel.
Foi só após alguns dias do encontro que Druiel se lembrou onde tinha visto - pela primeira vez - o nome Herchel. Tinha sido numa loja de livros e outras coisas mágicas, em Covent Garden, onde numa das suas visitas de inverno desfolhou um livro sobre o amor, os anjos e onde Herchel aparece como sendo o anjo do afecto, da generosidade do amor e protecção.

Quanto mais conhecia Herchel mais sentido fazia.


... under pressure ...


Mm ba ba de
Um bum ba de
Um bu bu bum da de
Pressure pushing down on me
Pressing down on you no man ask for
Under pressure - that tears a building down
Splits a family in two
Puts people on streets
Um ba ba be
Um ba ba be
De day da
Ee day da - that's o.k.
It's the terror of knowing
What this world is about
Watching some good friends
Screaming 'Let me out'
Pray tomorrow - gets me higher
Pressure on people - people on streets

Day day de mm hm
Da da da ba ba
O.k.
Chippin' around - kick my brains around the floor
These are the days it never rains but it pours
Ee do ba be
Ee da ba ba ba
Um bo bo
Be lap
People on streets -
ee da de da de
People on streets -
ee da de da de da de da
It's the terror of knowing
What this world is about
Watching some good friends
Screaming 'Let me out'
Pray tomorrow - gets me higher high high
Pressure on people - people on streets
Turned away from it all like a blind man
Sat on a fence but it don't work
Keep coming up with love
but it's so slashed and torn
Why - why - why ?
Love love love love love
Insanity laughs under pressure we're cracking
Can't we give ourselves one more chance
Why can't we give love that one more chance
Why can't we give love give love give love give love
give love give love give love give love give love'
Cause love's such an old fashioned word
And love dares you to care for
The people on the edge of the night
And loves dares you to change our way of
Caring about ourselves
This is our last dance
This is our last dance
This is ourselves
Under pressure
Under pressure
Pressure


20 setembro 2008

... foreplay ...




È estranho pensar em enamoramento, em amor, em paixão, em corpos suados, telefonemas carinhosos.
Para isso é preciso alguma dose de ingenuidade e essa em mim, morreu. Caiu um véu, rasgou-se um portal para uma outra realidade, onde, a felicidade é sempre tão fugaz.

Amor?
Esgotou-se.
Esgotou-se em mim, aqui e acolá, nas paredes do meu quarto.

Gastei o que sobrou em mim. Gastei a pegar os pedaços das minhas decisões, da minha culpa, dos meus erros, a estruturar o que ficou e o que foi nascendo dentro de mim, gastei a conhecer-me e amar.

Tudo o que tenho feito até aqui - o que tenho pensado, como tenho curado - tem sido sempre a pensar em não repetir os mesmos erros. Tem sido para erguer barreiras, para ter uma percepção por detrás das máscaras e claro, claro … para proteger o meu coração.

Os preliminares são importantes em tudo.
Mas alguns são como armadilhas que nos fazem querer perder o controlo.
É tão estranho pensar neste jogo perigoso, em sorrisos, em perfumes e em conversas que continuam quando as pessoas já se despediram. Este analisar cada atitude, cada reacção, cada olhar, cada toque quando antigamente havia mais ingenuidade para acreditar.

Não sei o que tenho para dar.
Confesso.

Foto de Helena Vasconcelos