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02 outubro 2008

... be right back ...


I was kidnapped by lesbians pirates from outer space



29 setembro 2008

... tulips ...



Herchel – Podemos ir onde quisermos.
Druiel – Sim. Às vezes quando fecho os olhos e nos imagino,
estamos na Holanda, deitadas num campo vasto de tulipas.
Tulipas e mais tulipas até a vista se perder...
nós duas deitadas entre elas, lado a lado, mão na mão.
Eu e tu com as pernas entrelaçadas
a admirar as formas das nuvens num céu azul.


Haveria com certeza melhores palavras para descrever o estado de Druiel, porem, a palavra que mais lhe ocorria era: Radiosa. Pois era assim que se sentia. Como se o sol e a lua coexistissem dentro de si, aquecendo todo o seu corpo numa harmoniosa luz. Como se a água e os ventos se agitassem debaixo da sua pele, revitalizando todo o seu ser como cristas do rebelde do oceano.

Na realidade, mais do que radiante, Druiel estava profundamente surpreendida pela beleza e intensidade dos sentimentos que lhe afluíam no coração e na alma. Durante o seu retiro, por muito que acreditasse que voltaria a apaixonar-se, nunca lhe ocorreu a possibilidade de as suas expectativas virem a ser superadas. Não desta forma.

Não lhe importava se esta era a sua última oportunidade para ser feliz.
Até porque se assim pensasse, esta seria a segunda última oportunidade. O importante não era a contagem, mas sim, a oportunidade em si. O simples ponto de ter surgido. E como surgiu. Todos temos a fragilidade para sangrar, é certo. Mas temos de igual modo a capacidade para curar.

Destino ou não, com fé ou sem ela, a razão é de que se não nos rendermos ao que nos arrasta, moí e magoa, a vida reserva-nos momentos lindos.
Isto se nos atrevermos a vivê-la, a experimenta-la, a banhar-nos nela como se nada mais existisse.

Porque não existe.

22 setembro 2008

... grow ...



At last someone worthy


11 setembro 2008

... How many? ...



"Phyllis, when you break up with a lesbian, you need to break up more than once!"
Bette para Phyllis - L Word Season V

Não havia por onde fugir – até porque fugir nunca resolveu fosse o que fosse – mas por vezes é quando mais nos submetemos que aparece a redenção e por estranho que lhe parecesse quanto mais dizia que ainda amava Darbia, mais alto falava a sua voz interior, mostrando-lhe de que afinal não amava mais Darbia do que outras pessoas especiais na sua vida.

Quantos acordares são precisos
Para despertar deste sono latente,
Introvertido deste solitário entorpecedor.

De tanto que te queria
Não via que era só
A ideia de ti que me consumia.

Quantos Adeus são necessários,
Quantas portas fechadas,
Para encerrar este vicio de ti.

14 maio 2008

.. unlock ...



Qualquer relação é como uma porta fechada. Mediante o aspecto exterior somos impelidas a imaginar o que está por detrás, mas tudo o que temos pela frente é pura descoberta.

Gosto desta ideia de que talvez, apenas talvez, tenhas chegado.
Seguro-me ao sentimento da tranquilidade para não me enganar, para não ver o que não há para sentir. Para não te atropelar.

Enquanto isso, e por agora, alinho contigo neste tímido jogo de sedução.

23 abril 2008

... speculation ...


Enquanto por aqui ando perdida nas minhas coisas enquanto não me perco em ti, preocupa-me os hábitos já institucionalizados e aqueles que vão reforçando a sua presença.

Hábitos, vícios e costumes de quem vive, de quem – sem o desejar – está sozinha e em sua volta tem toda uma rede de ocupações, hobbies, deveres e prazeres nem sempre propícios à partilha.
Preocupa-me que quanto mais tempo demoras a chegar mais à vontade vou ficando nesta vida comigo, nesta vida sem ti, mesmo que espere e que te queira, porque sozinha posso ser muita coisa, mas não sou tudo o que posso ser.

13 abril 2008

... (in) complete ...



Nem todas as pessoas pensam que a vida tem que ter um propósito. Feliz ou infelizmente muitas acreditam que tudo o que fomos, temos ou seremos encontra-se nesta vida com princípio, meio e fim.
Com tudo, existem outras que vivem as suas vidas tendo como propósito a evolução do ser. Tudo o que somos provém da nossa herança e do que construímos com os recursos que dispomos.

Seja em que linha for, todos nós merecemos viver uma vida completa. Merecemos completarmo-nos nos mais diversos aspectos e por mais vidas que tenhamos tido ou que venhamos a ter, merecemos o melhor que pudermos alcançar nesta vida. Porque é esta que agora temos.

Já amei.
Não que tivesse vivido o amor durante muito tempo. Mas já o deslumbrei, toquei e fui por ele envolvida. Sei o que é amar aquele amor intenso, surpreendente e tranquilo ao mesmo tempo.
Já fui amada.
Não importa durante quanto tempo. Sei o que é sentir o desejo num olhar que me derretia, o ardor de uma mão que me incendiava o corpo e a vontade, o abraço, a atenção, o respeito, o carinho de quem me acalentava.

Já dormi no regaço do amor.
O suficiente para me sentir completa?
Não.

12 abril 2008

... mistakes ...





Por vezes dizemos ter cometido erros na nossa vida que gostaríamos de ter evitado. Mas poderíamos nós ter mesmo evita-los?

Afinal de contas o que é um erro?
Não será um acto que cometemos tendo o conhecimento do que está certo e errado? Caso não tenhamos tal informação, será justo chamar-se erro a uma acção que tomámos com o conhecimento que tínhamos na altura da decisão?
Neste caso não houve erros. Foram vivências e consequências de decisões que me fizeram crescer. Em toda a nossa vida há sempre aquelas pessoas que nos marcam. De uma forma ou de outra, esta viria a forçar-me a crescer emocionalmente.

Encontro-me por aqui muito tranquila. Desfruto a minha vida e as coisas que a compõem neste momento e num estado de luminescência consigo por vezes identificar, não onde eu errei – porque eu não sabia o que sei hoje – mas aquilo que é certo e errado. E não me refiro só à minha última relação. Incluo também outras do passado, neste ou naquele aspecto.

Por isso estou tranquila.
Não me interessa este ou aquele devaneio, esta ou aquela ONS, tenho músicas novas no iPod, a endorfina dos amigos, a adrenalina do trabalho … I´m living it great.
Por isso sigo tranquila…
Até tu chegares.

28 março 2008

... awakening ...




Quem está de fora terá notado o brilho no olhar, a tal melodia na voz. Eu?

Eu notei que os meus olhos voltaram a ver.
Regressaram as cores, as formas e o poder de observação, mas sobretudo a vontade de apreciar.
Eu notei que o meu coração voltou a acreditar.
O rombo foi restaurado, as chagas fechadas e a tristeza desvaneceu-se levando consigo as brumas e com toda esta liberdade renasceu o desejo: “talvez seja possível”. Talvez.
Mas é bom voltar a sentir que há hipótese de um dia acontecer.
Notei, também, que a libido acordou.
Tenho vontade de tocar e de ser tocada, saudades da luxúria e da decência, mas sobretudo desejo de prazer.

Se bem que todos estes acordares sejam positivos e de salutar o que verdadeiramente me faz feliz e estar em paz com a vida é o recordar de como aqui cheguei - ou pelo menos - o que me susteve durante esta fase: a recusa em me entregar ao desespero, mas sobretudo a calma paciência para com a dor.

Por muito que queiramos, por muito que nos pareça certo, nada nem ninguém nos pode garantir o sucesso de uma relação amorosa. Porém estou disposta a tentar, a investir … de novo.



Se sentir que a pessoa saberá receber
o que tenho para dar.

25 março 2008

... stranger ...


Dizem que voltei a ter um brilho nos olhos, comenta quem me conhece que voltei a ter música na voz. O caso não é para menos, a sensação de vitória é revitalizante. Não se trata de uma vitória sobre esta ou aquela pessoa, sobre esta ou aquela situação, mas de vitória por ter ultrapassado uma fase dolorosa… longamente dolorosa. Sentir que sobrevivemos a algo tão sofredor, que passamos pela agonia do vazio e que ultrapassamos tudo sem chagas abertas ou frágeis cicatrizes.

Depois do confronto ficou a liberdade e não sei se ainda não estarei a comemorar o alívio que ficou, a paz que entrou no meu coração, pois, a serenidade é total. Já não tenho receio de ir a este ou aquele lugar, já não tenho medo da música que vem a seguir no rádio. Recordo quando certas e determinadas músicas apareciam nas ondas do éter, ou no background de uma loja qualquer e parecia que me perseguiam fazendo-me recordar o que não queria lembrar ou provocando choro compulsivo antes do primeiro refrão. Agora ouço-as e sorrio ao pensar na dor que sentia, na angustia que me lavava a cantar e a chorar ao mesmo tempo, alto, descompassadamente, sofredoramente, porque ali ninguém me ouvia, ninguém sabia o quanto ainda podia e precisava de chorar.

Mas, como toda a gente sabe, como já aqui foi dito algures num outro post qualquer, o Tempo é milagroso. Pessoalmente acho verdadeiramente extraordinário quando alguém que amámos verdadeiramente, que desejávamos como se não houvessem mais amanhãs para amar, como se não houvesse sorriso mais resplandecente… amar e querer uma pessoa assim, conhecer cada curva do seu corpo, saber o que diz cada silêncio para mais tarde essa mesma pessoa se tornar uma estranha. Uma estranha numa explanada, num bar, num passeio de uma qualquer rua, apenas mais uma pessoa, sem nome, sem cheiro ou sabor.


É bizarro, é de lamentar mas neste caso,
ainda bem que assim foi.
Só assim poderia continuar a viver a minha vida
e tinha razão.

14 março 2008

... strength ...


Entre aquilo que ouvimos falar, passando pelas experiências dos outros e acabando nos clichés que insistem em nos confortar, nada se compara à forma como o nosso eu se comporta perante as vivências pessoais.
Está gravado na lenda da humanidade, em livros, em filmes, em canções, em artigos de revista e sabe-se lá mais onde: “O que nos faz sofrer, torna-nos mais fortes”. Mas na realidade só quando o sentimos – como um rochedo dentro de nós onde edificamos o ser – só nesse momento e daí em diante, percebemos o quão forte nos tornámos. O quão inabaláveis permanecemos perante as contingências da vida.

É poderoso...
E é assustador.

11 março 2008

... it´s alive ...



Durante muito tempo andei à procura de mim. Tudo o que até ali tinha sido já não fazia sentindo. Desmistificaram-se os sonhos (até mesmo os tangíveis), as razões foram abaladas… os sentidos ridicularizados e durante muito tempo, não vivi. Sobrevivi, lutava apenas por manter a cabeça à tona de água.
Durante muito tempo dissociei-me do meu corpo. Tudo me era estranho, tudo me era agressivo e refugiei-me num sítio qualquer dentro de mim. Onde não existia nada mais do que névoa. Eu e névoa. As minhas mãos já não eram as minhas mãos, eram algo que eu utilizava emprestado. A minha cara, já não era a minha. As expressões já não me diziam nada. Nem medo, nem confiança, nem preocupação, nem alegria, nada.

O tempo é inquestionavelmente milagroso.
Demoroso, mas mesmo assim eficiente e a verdade é de que entre aquilo que ainda acredito e aquilo que comecei a acreditar de forma diferente, vai-se dissipando o ser estranho em mim para dar lugar a um novo ser. Um ser frágil, atento, determinado, arisco mas acima de tudo … Vivo.
Eu vivo.

11 fevereiro 2008

... addiction free ...


Estar feliz é preocupante.
Não que esteja mal, não. Não sou desse tipo de pessoas felizes sempre à espera de quando acaba.
Acho de alguma forma preocupante porque é algo novo. Nunca me senti assim feliz sozinha.
Por isso penso.

Analiso o porquê desta felicidade e chego à conclusão de que é a felicidade de estar livre de um vicio, do vicio de amar. Como o ter feito uma desintoxicação e estar a conseguir manter-me limpa, de ser tentada e mesmo assim não cair na tentação. È isso que me faz feliz, o ter conseguido crescer.

10 fevereiro 2008

... happy ...


Feliz. Estou feliz.
Nunca pensei que o viria a sentir ou a dizer estando “solteira”, mas a verdade e o melhor de tudo é que estou … feliz.

Família querida, excelentes amigos, dois extraordinários cães e um fantástico emprego novo, servem neste momento de mote para que me sinta radiantemente feliz.
Depois de um dia longo e diversificado, dou por mim a conduzir para casa e a sorrir. Não me lembro da última vez que isto tenha acontecido.

Não importa onde estás ou quando chegarás meu amor, espero por ti e espero feliz.

06 fevereiro 2008

... make no mistake ...


Não é que não queira apaixonar-me de novo. Porque quero. Não é que não queira amar novamente. Porque sei que voltarei a faze-lo. Mas já não sinto urgência. Não o sinto nem em relação a conhecer pessoas, nem em a proporcionar que tal aconteça.

Não comentam erros acerca da minha pessoa. Não sou a vossa típica apaixonada e romântica. Não mais. De tanto que tenho de bom, tenho de menos bom. E vai ficando pior. Cada vez mais independente, mais confiante do que quero e mereço. Se não o tenho ou encontro, a vida vai, agradavelmente, passando por mim.

Prepare-se quem quiser atravessar o meu caminho, conquistar o meu coração, dividir a minha atenção. Corresponderei ao seu amor com a força de um impetuoso caudal, com a intensidade de um oceano e sem sombras de dúvida com a paixão e o fervor de uma Lua de Beltane. Mas não se iludam nem me iludam, porque tal como um dia tudo começou no outro… tudo pode acabar.

30 janeiro 2008

... destiny ...


Olhando para trás vejo que precisava de passar pelo que passei. Talvez por olhar hoje para mim e sentir-me melhor do que era. Há coisas que são mais claras, outras que mudaram e algumas que foram podadas do meu ser.
Não é bem clara a minha posição sobre o destino. Se temos ou não o nosso destino marcado. Por momentos acredito que sim, todas as nossas acções nos levam onde, inconscientemente, temos que ir. Como se tudo se tratasse de um qualquer plano que vai revelando-se à medida que o vamos percorrendo.

Em momentos de rebeldia penso que nós fazemos o nosso destino, com as nossas escolhas, a partir dos nossos erros. Mas não estará isto também previsto?

29 janeiro 2008

... choices ...


Não passamos por esta vida incólumes às consequências das nossas acções.
Fazemos as nossas escolhas de acordo com o que sabemos. O melhor que podemos. E no final quer queiramos, quer não, tornamo-nos nas nossas escolhas. As boas e as más.

23 janeiro 2008

... living ...


Repetem-me: “morrer não custa, o que custa é viver”.
Mas custa mais ainda saber viver. Com o que recebemos, com o que encontramos e mais importantemente com o que não temos ou encontramos.
Saber aproveitar cada dia, especialmente saber ter a serenidade para viver um dia de cada vez ou para no final de cada dia saber aceitar o seu desfecho.

Claro que nos é permitido sonhar. Na minha opinião, é essencial sonhar, desejar sonhos tangíveis enquanto acordada. Mas que os mesmos não nos afastem da realidade diária.
E sonho. Claro que sim. Sonho sobretudo com o ser feliz e sei que essa felicidade passa pela presença de uma amada. Mas não ando pelas esquinas do mundo à procura dela.
Até porque provavelmente já a encontrei ou talvez ela ainda não se tenha encontrado e o seu percurso se mantenha distante do meu. Até um dia.

Vou vivendo o melhor que sei e vivo feliz.
Até que o amor me mate de novo, ou talvez não!