Poderia escrever mil linhas sobre o espaço que tenho para ti guardado.
Não é falta que me fazes. Não preciso de ti para respirar, ou viver.
Vou passando bem, obrigada.
Não é necessidade de ti. É vontade, é desejo, é querer.
Partilhar o que tenho de bom, corrigir o que há de mau, crescer à beira do teu olhar, dos teus braços. Iluminada pelo teu sorriso.
A vida corre-me de feição. Preenchida mas não completa, culpa desta forma de ser que só é plena quando dá, quando acarinha, quando ama intensamente. Sim, intensamente, porque as meias-medidas são monótonas, sem sabor ou intensidade.
Está difícil encontrar-te.
Sei que estás prestes a chegar, cada dia do meu caminho leva-me mais próximo do teu. Quase que consigo deslumbrar o teu percurso. Vamos as duas em direcção ao mar, a uma orla marítima que nos é nova. Algo nos chama, a mim e a ti. Em uníssono.
Algo nos leva por aqui e não por ali. Algo que nos faz perdoar o passado, desfrutar do presente e claro, claro sonhar com o futuro.
A minha mão espera-te.
Mas isso tu sabes.
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05 maio 2008
... path ...
Untangled by Helena 4 making sense
Vein remiel
21 abril 2008
... remiel ...
Minha querida Remiel,
Os dias aqui são óptimos.
Preenchidos a cada segundo com metas curtas de desafios a longo prazo. Os dias passam um a seguir ao outro e trazem consigo um novo mês sem que tenha reparado no anterior.
Sim, meu anjo, os dias aqui passam-se bem.
São as noites que me torturam.
Não em agonia de quem não consegue respirar sem dor, mas uma doce inquietude que me traz a esperança de ti. Quando o ocaso do sol leva consigo as tuas cores e me deixa sozinha na noite a perguntar o impossível de saber… onde estás?
Carpe Noctum e transformo a noite.
Sento-me à janela e escrevo. Escrevo como se fosse uma pianista onde as palavras substituem as teclas e escrevem uma outra pauta, porque é assim que sinto as minhas palavras: notas de um querer. De uma necessidade de sentir, de mostrar tudo o que sou e ser tudo o que tenho para ser numa melodia onde a palavra amor surge em D maior e o teu nome … o teu nome uma orquestra de violinos.
Tua
Preenchidos a cada segundo com metas curtas de desafios a longo prazo. Os dias passam um a seguir ao outro e trazem consigo um novo mês sem que tenha reparado no anterior.
Sim, meu anjo, os dias aqui passam-se bem.
São as noites que me torturam.
Não em agonia de quem não consegue respirar sem dor, mas uma doce inquietude que me traz a esperança de ti. Quando o ocaso do sol leva consigo as tuas cores e me deixa sozinha na noite a perguntar o impossível de saber… onde estás?
Carpe Noctum e transformo a noite.
Sento-me à janela e escrevo. Escrevo como se fosse uma pianista onde as palavras substituem as teclas e escrevem uma outra pauta, porque é assim que sinto as minhas palavras: notas de um querer. De uma necessidade de sentir, de mostrar tudo o que sou e ser tudo o que tenho para ser numa melodia onde a palavra amor surge em D maior e o teu nome … o teu nome uma orquestra de violinos.
Tua
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